Onde os Fracos Não Tem Vez
(No Country for Old Men, 2007, Dir.: Ethan Coen, Joel Coen)
Tá. Vamos pensar. Quando vou ver um filme, inúmeros fatores tendem a me influenciar em certas direções para que eu tire certa conclusão à respeito da obra. É lógico que, em certas ocasiões, tento ao máximo me desprender dessas influências e apreciar a obra em si - e, em síntese, foi isso que fiz com o incrível e peculiarmente não-convencional Onde os Fracos Não Tem Vez. Analisando exclusivamente o filme em questão, sem compará-lo com obras anteriores dos irmãos Coen, é possível perceber algo de inusitado, realista, instigante no modo de dirigir deles: os ângulos de câmera são, de fato, algo que impressiona em muitos momentos. E, é óbvio que, batendo um olho leigo rapidamente, fica complicado perceber algo relevante na direção deles. Então, apesar de importante, a direção não merece, acredito eu, tanta agigantada atenção (a não ser pelo fato de que o filme é deles, feito por eles, então o resultado final está por conta da direção). Em segundo, pode-se ver atuações das mais interessantes do cinema americano - Javier Barden, notável ator espanhol, encarna um assassino excêntrico e o faz de maneira tão brilhante e inesquecível que acaba criando um personagem absurdamente marcante, e, por isso os prêmios que ganhou. Tommy Lee Jones e Josh Brolin são consideráveis em seus papéis, mas estão longe de Barden em termos de atuação. Mas, não que seus personagens sejam inferiores: a individualidade de cada personagem é mais do que essencial para criar a atmosfera de que o filme necessitava para ser o que é. E a parte técnica colabora nisso. Porém, o que mais chama a atenção no filme é a mensagem e o modo como ela foi/é passada. Sim, pois, mais do que tudo, Onde os Fracos Não Tem Vez é um grito dissonântico contra a violência - ou, talvez, a favor de explicar como ela funcionava anos atrás e funciona até hoje. E, daí percebe-se que o ciclo vai se fechando e de uma premissa simples e batida, transcende-se a visão de todo o destino da humanidade. Quando o filme acaba em aberto, a platéia no cinema meio que se revolta, meio que fica indignada, meio que gosta da originalidade, meio que não gosta. Mas, seja o que sentirem, o que acabarm de ver é mais importante do que se imagina, mas é evidente que a maioria ignora isso. E não sei bem se me incluo nesse meio ou não. Por fim, Onde os Fracos Não Tem Vez possui humor negro, possui reviravoltas, possui suspense e tensão. E possui uma não-convencionalidade imprevisível mas óbvia, mas isso cheira mais genial do que parece.
Avaliação:
Gostei do comentario sobre o filme.
ResponderExcluirPela sintese demostra que este filme prende a atenção do começo ao fim!!