terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Alice no País das Maravilhas



Alice no País das Maravilhas
(Alice In Wonderland, 1951, Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske)

Clássico-obra-prima da Disney, Alice é uma adaptação brilhante da obra de Lewis Carros, com inúmeras metáforas relcaionadas à inúmeros fatores das condições humanas. Desde o dilema do Coelho Branco às charadas enigmáticas do Gato Mestre (em outras traduções, Gato Risonho), o filme consegue se mostrar totalmente encantador e ágil, ao mesmo tempo em que é nostálgico por natureza. Talvez Alice signifique muito mais coisa do que aparenta, mas isso é uma questão de interpretação, já que o filme em si é mais abstrato do que qualquer outra coisa. A riqueza de personagens, a riqueza da animação, a riqueza das músicas, tudo isso colabora para o excepcional desempenho da obra — mesmo que, de certos pontos de vista, a mesma pareça ultrapassada, já que a dublagem e a aparência são, ambas, fatores consideravelmente antiquados, pelo menos para nossa época, apesar de que as animações da Disney sempre foram impecáveis no aspecto técnico. O que se seguiu (e o que precedeu também), foram uma leva incontável de belíssimos filmes, que talvez tenham encontrado a sua última perfeição na obra-prima Aladdin: dali pra frente, a Disney não conseguiu mais manter o nível de originalidade, tampouco soube contornar esse fator, acabando por depender da Pixar, de fato. Mas Alice no País das Maravilhas ainda é capaz de nos remeter à era de ouro da Disney — mesmo que nem tivéssemos nascido!
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