quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deixa Ela Entrar




Deixa Ela Entrar
(Låt den rätte komma in, 2008, Dir.: Tomas Alfredson)

Caramba... Caramba! Que filme... Ainda é difícil digerir. Eu que pensei que [REC] era uma das únicas pequenas obra-primas do terror da atualidade, acabei me surpreendendo com um filme consideravelmente superior que, de fato, é uma grande obra-prima. Não que Deixa Ela Entrar seja um terrorzão daqueles, já que é mais enfocado no romancezinho infantil entre Oskar, um menino (que parece uma menina) de doze anos, e Eli, que é a vampirinha da história (e aqui até podemos fazer uma ligação com Crepúsculo, outro recente filme sobre o amor proibido entre vampiros, mas é lógico que, mesmo sem ter assistido, creio que seja impossível que o mesmo chegue aos pés deste). A direção de Alfredson — diretor que, assim como os atores, é quase um estreante — é soberba, mesmo que em alguns momentos, silenciosa demais, mas talvez esta seja mais uma das qualidades do filme: o silêncio, as poucas palavras, o que faz com que o espectador fique a divagar sobre os acontecimentos — e é claro que isso é pouco para demonstrar-mos a inteligência do filme em si. Talvez a principal característica marcante seja o realismo e a inventividade; como pode-se dizer, as cenas são sempre precisas, mostrando o que for preciso para dar a aparência fria que o filme necessita ter. Mas não pára por aí. O romance, por si só, grita a favor de um amor que superaria qualquer coisa: até mesmo lidar com o fato da pessoa amada seja uma assassina, mesmo que por necessidade (vampiros precisam de sangue, saca?). Enfim, Deixa Ela Entrar é uma das mais surpreendentes obras-primas dos últimos tempos, com atuações sutis, direção de cair o queixo e inúmeras cenas inesquecíveis (destaque para uma das cenas finais na piscina... Uau!). Obra-prima, como há tempos eu não via.
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